segunda-feira, 23 de abril de 2012

Catedral proíbe Acólitas, Catedral proíbe coroinha mulher, GRAÇAS A DEUS!



O pároco da catedral da diocese de Phoenix (EUA), Pe. John Lankeit , veio a público recentemente para justificar a sua medida em relação aos jovens que servem como acólitos na igreja principal da diocese. Pe. Lankeit resolveu que todos os acólitos deverão ser do sexo masculino. 
                                  
"Se você olhar ao redor da Igreja - e eu estou falando sobre a Igreja em geral - se você olhar para dioceses, se você olhar para as ordens religiosas e para paróquias onde há um respeito sobre a distinção e a complementaridade do homem e da mulher, você verá as duas vocações florescem ", afirmou o padre ao jornal diocesano. "E quando falo em duas vocações estou falando da sacerdotal e da vida consagrada".

O padre vem enfrentando algumas dificuldades para colocar sua estratégia em prática e restaurar o antigo costume da Igreja em ter apenas acólitos do sexo masculino servindo. Muitos estão tratando o tema como uma questão de preconceito sexual, de sexismo.

"Se a questão é abordada apenas do ponto de vista emocional, posso entender por que as pessoas ficam chateadas, porque eles estão olhando para essa questão em termos de uma questão de direitos - e eles estão interpretando-a de tal forma como se os direitos de alguém estivesse sendo negado ", disse ele.

Pe. Lankeit apontou casos similares onde houve um crescimento substancial no número de vocacionados após a adoção de medidas similares. Uma paróquia em Ann Arbor, Michigan, que alcançou um número impressionante de 22 vocacionados após a reserva do serviço do altar apenas para homens. Ele também mencionou a diocese de Lincoln.




Em defesa do Pe. Lankeit surge o diretor de vocações da diocese de Phoenix, Pe. Paul Sullivan, que afirmou nunca ter ouvido uma religiosa falar que sua vocação surgiu no altar. Para Pe. Sullivan o serviço feminino no altar não aumenta o número de vocações religiosas. "A paróquia que eu sei que tem as maiores vocações femininas não tem mais acólitas ... Eu nunca conheci uma menina que afirmasse: 'eu encontrei a minha vocação ao servir o altar", afirmou Pe. Sullivan.


    " Graças a Deus algum padre com Juízo, eu fui acólito na matriz e a vocação cresceu no altar, mas quando se tem meninas do lado agente se sente igual a elas e então não se sente ao pé do sacerdócio, e sim de uma coisa comum que mulher também pode!" (Márcio Júnior)

Ex-pastor "evangélico" explica porque a Missa é totalmente bíblica




Scott Hahn compartilhando seu testemunho na Catedral de Westminster, Londres

"Ali estava eu, incógnito, um ministro protestante à paisana, esgueirando-me nos fundos de uma capela em Milwaukee para participar pela primeira vez da Missa. A curiosidade me arrastara até lá e eu ainda não tinha certeza de que fosse uma curiosidade saudável. Ao estudar os escritos dos primeiros cristãos, encontrei inúmeras referências à “liturgia”, à “Eucaristia”, ao “sacrifício”. Para aqueles primeiros cristãos, separada do acontecimento que os católicos de hoje denominam “Missa”, a Bíblia – o livro que eu mais amava – era incompreensível.

Eu queria entender os cristãos primeiros, mas não tinha nenhuma experiência de liturgia. Por isso, persuadi a mim mesmo a ir ver, como uma espécie de exercício acadêmico, mas jurando o tempo todo que não ia me ajoelhar nem participar de idolatria.

Sentei-me na obscuridade, em um banco bem no fundo daquela capela no subsolo. À minha frente havia um número considerável de fiéis, homens e mulheres de todas as idades. Impressionaram-me suas reflexões e sua evidente concentração na oração. Então um sino soou e todos se levantaram quando o padre surgiu de uma porta ao lado do altar. Hesitante, permaneci sentado. Durante anos, como calvinista evangélico, fui instruído para acreditar que a Missa era o maior sacrilégio que alguém poderia cometer. Tinha aprendido que a Missa era um ritual com o propósito de “sacrificar Jesus Cristo outra vez”. Por isso, eu seria um espectador, ficaria sentado, com a Bíblia aberta ao meu lado.

Entretanto, è medida que a Missa prosseguia, alguma coisa me tocou. A Bíblia não estava só ao meu lado. Estava diante de mim – nas palavras da Missa! Um versículo era de Isaías, outro dos Salmos, outro de Paulo. A experiência era prodigiosa. Eu queria interromper tudo e gritar: “Ei! Posso explicar o que está acontecendo a partir das Escrituras? Isso é maravilhoso!” Não obstante, mantive minha posição de espectador à parte até que ouvi o sacerdote pronunciar as palavras da consagração: “Isto é o meu corpo… Este é o cálice do meu sangue”.

Eu senti todas as minhas dúvidas se esvaírem. Quando vi o sacerdote elevar aquela hóstia branca, percebi que uma prece subiu de meu coração em um sussurro: “Meu Senhor e meu Deus. Sois realmente vós!”

A partir daquele ponto, fiquei, por assim dizer, tolhido. Não imaginava uma emoção maior que a que aquelas palavras provocaram em mim. Porém a experiência intensificou-se um momento depois, quando ouvi a congregação repetir: “Cordeiro de Deus… Cordeiro de Deus… Cordeiro de Deus”, e o sacerdote responder: “Eis o Cordeiro de Deus…”, enquanto elevava a hóstia.

Em menos de um minuto a frase “Cordeiro de Deus” ressoou quatro vezes. Graças a longos anos de estudos bíblicos, percebi imediatamente onde eu estava. Estava no livro do Apocalipse, no qual Jesus é chamado Cordeiro nada menos que vinte e oito vezes em vinte e dois capítulos. Estava na festa de núpcias que João descreve no final do último livro da Bíblia. Estava diante do trono do Céu, onde Jesus é saudado para sempre como o Cordeiro. Entretanto, não estava preparado para isso – eu estava na Missa!


Voltei à Missa no dia seguinte e no outro dia e no outro. Cada vez que voltava, eu “descobria” mais passagens das Escrituras consumadas diante dos meus olhos. Contudo, naquela capela escura, nenhum livro me era tão visível quanto o da revelação de Jesus Cristo, o Apocalipse, que descreve a adoração dos anjos e santos do Céu. Como nesse livro, vi, naquela capela, sacerdotes paramentados, um altar, uma assembléia que entoava: “santo, santo, santo”. Vi a fumaça de incenso, ouvi a invocação de anjos e santos; eu mesmo entoava os aleluias, pois me sentia cada vez mais atraído a essa adoração. Continuei a me sentar no último banco com minha Bíblia e mal sabia para onde me voltar – para a ação no Apocalipse ou para a ação no altar, que pareciam cada vez mais ser exatamente a mesma.

Mergulhei com vigor renovado em meu estudo do cristianismo antigo e descobri que os primeiros bispos, os Padres da Igreja, tinham feito a mesma “descoberta” que eu fazia a cada manhã. Eles consideravam o livro do Apocalipse a chave da liturgia e a liturgia a chave do livro do Apocalipse. Alguma coisa intensa aconteceu com o estudioso e crente que eu era. O livro da Bíblia que eu achava mais desconcertante – o do Apocalipse – agora elucidava as idéias mais fundamentais de minha fé: a idéia da aliança como elo sagrado da família de Deus. Além disso, a ação que eu considerava a maior das blasfêmias – a Missa – agora se revelava o acontecimento que ratificou a aliança de Deus: “Este é o cálice do meu sangue, o sangue da nova e eterna aliança”.

Eu estava aturdido com a novidade de tudo aquilo. Durante anos tentei compreender o livro do Apocalipse como uma espécie de mensagem codificada a respeito do fim do mundo, a respeito do culto no Céu distante, a respeito de algo que, em sua maioria, os cristãos não poderiam experimentar aqui na terra. Agora, depois de duas semanas de comparecimento diário à Missa, eu me via querendo levantar durante a liturgia e dizer: “Ei, pessoal. Quero lhes mostrar onde vocês estão no livro do Apocalipse! Consultem o capítulo 4, versículo 8. Agora mesmo vocês estão no Céu”.

No Céu agora mesmo! Os Padres da Igreja mostraram que essa descoberta não era minha. Pregaram a respeito há mais de mil anos. Entretanto, eu estava convencido de que merecia o crédito pela redescoberta da relação entre a Missa e o livro do Apocalipse. Então descobri que o Concílio Vaticano II tinha me passado para trás. Reflita nestas palavras da Constituição sobre a Sagrada Liturgia:

Na liturgia terrena, antegozando, participamos da liturgia celeste, que se celebra na cidade santa de Jerusalém, para a qual, peregrinos, nos encaminhamos. Lá, Cristo está sentado à direita de Deus, ministro do santuário e do tabernáculo verdadeiro; com toda a milícia do exército celestial entoamos um hino de glória ao Senhor e, venerando a memória dos Santos, esperamos fazer parte da sociedade deles; suspiramos pelo Salvador, Nosso Senhor Jesus Cristo, até que ele, nossa vida, se manifeste, e nós apareçamos com ele na Glória.

Espere um pouco. Isso é Céu. Não, isso é a Missa. Não, é o livro do Apocalipse. Espere um pouco: isso é tudo o que está acima.

Esforcei-me bastante para ir devagar, cautelosamente, com o cuidado de evitar os perigos aos quais os convertidos são suscetíveis, pois eu estava depressa me convertendo à fé católica. Contudo, essa descoberta não era produto de uma imaginação superexcitada; era o ensinamento solene de um concílio da Igreja Católica. Com o tempo, descobri que era também a conclusão inevitável dos estudiosos protestantes mais rigorosos e honestos. Um deles, Leonard Thompson, escreveu que “até mesmo uma leitura superficial do livro do Apocalipse mostra a presença da linguagem litúrgica disposta em forma de culto… A linguagem de culto desempenha importante papel na coerência do livro”. Bastam as imagens da liturgia para tornar esse extraordinário livro compreensível. As figuras litúrgicas são essenciais para sua mensagem, escreve Thompson, e revelam “algo mais que visões de ‘coisas que estão por vir’”.

O livro do Apocalipse tratava de Alguém que estava por vir. Tratava de Jesus Cristo e sua “segunda vinda”, a forma como, em geral, os cristãos traduziram a palavra grega parousia. Depois de passar horas e horas naquela capela de Milwaukee, em 1985, aprendi que aquele Alguém era o mesmo Jesus Cristo que o sacerdote católico erguia na hóstia. Se os cristãos primitivos estavam certos, eu sabia que, naquele exato momento, o Céu tocava a terra. “Meu Senhor e meu Deus. Sois realmente vós!”.

A partir daquele ponto da Missa, fiquei, por assim dizer tolhido. Não imagino uma emoção maior do que aquelas palavras provocaram em mim. Porém a experiência intensificou-se um momento depois, quando ouvi a congregação repetir: Santo,Santo,Santo, Senhor Deus do Universo…

Meu Deus,eu que estudara o Apocalipse durante 20 anos,entendia muito bem o que estava acontecendo ali… o Céu baixava-se naquele local para celebrar com os católicos!

Mais aturdido ainda fiquei quando ouvi toda assembléia proclamar: 'Cordeiro de Deus que tirais o pecado do mundo, tende piedade de nós… Dai-nos a Paz!', e o sacerdote responder: 'Eis o Cordeiro de Deus; eis Aquele que tira o pecado do mundo!'

Em menos de um minuto a frase 'Cordeiro de Deus' ressoou quatro vezes. Graças aos longos anos de estudos bíblicos, percebi imediatamente onde eu estava. Estava no livro do Apocalipse, no qual Jesus é sempre chamado Cordeiro. Estava na Festa de Núpcias que João descreve no Apocalipse. Estava diante do Trono do Céu, onde Jesus é saudado para sempre como Cordeiro. Entretanto,eu não estava preparado para isso – EU ESTAVA NA SANTA MISSA DO SENHOR!

Voltei à Missa no dia seguinte, e no outro dia e no outro. Cada vez que voltava, eu descobria mais passagens das Escrituras consumadas diante de meus olhos.

Mergulhei com vigor renovado em meu estudo do cristianismo antigo e descobri que os primeiros padres e bispos da Igreja, haviam feito a mesma descoberta que eu fazia a cada manhã. Eles consideravam o livro do Apocalipse a chave da Liturgia. Alguma coisa intensa acontecia com o estudioso e crente que eu era. ALÉM DISSO, A MISSA, QUE EU ACHAVA A MAIOR DAS BLASFÊMIAS, agora se revelava no acontecimento que ratificou a Aliança com Deus: 'Este é o Cálice de meu Sangue…'

Eu estava aturdido com a novidade de tudo aquilo. Em meio a crianças chorando e correndo dentro da igreja, para cá e acolá; em meio a um coral destoado nas vozes; em meio a mulheres vestidas como se fossem para a praia, o Céu se une com os católicos para celebrarem o Banquete do Cordeiro.

Depois de duas semanas de comparecimento diário à Missa, eu me via querendo levantar durante a Liturgia e dizer: “Ei pessoal! Quero lhes mostrar onde vocês estão no livro do Apocalipse! Consultem o capítulo 4, versículo 8; agora mesmo vocês verão que estão no Céu!”.

Verdadeiramente me converti à Igreja Católica, e descobri que os padres é que descobriram toda essa riqueza, e não eu. Descobri que o Concílio Vaticano II tinha me passado para trás, quando diz: 'Na Liturgia terrena, antegozando, participamos da Liturgia Celeste, que se celebra na Cidade Santa de Jerusalém, para a qual, peregrinos, nos encaminhamos. Lá, Cristo está sentado à direita do Pai, Ministro do Santuário e do Tabernáculo verdadeiro; com toda Milícia do Exército Celestial entoamos um hino de Glória ao Senhor e, venerando a memória dos Santos, esperamos fazer parte da sociedade deles; suspiramos pelo Salvador, Nosso Senhor Jesus Cristo, até que ele, nossa vida, se manifeste, e nós apareçamos com ele na Glória'."

sábado, 14 de abril de 2012

JUNTI-SE A NÓS EM FAVOR DA VIDA

   



Bispos brasileiros se pronunciam a favor da vida e contra o aborto dos anencéfalos


Em diálogo com a agência ACI Digital,  bispos brasileiros se posicionaram contra uma possível decisão do Supremo Tribunal Federal emdespenalizar o aborto de crianças portadoras de anencefalia. Os prelados que falaram com nossa agência defendendo a vida humana foram: Dom Dimas Lara Barbosa, (Arcebispo de Campo Grande-MS e Segundo vice-presidente do Conselho Episcopal Latino-americano), Dom Antônio Augusto Dias Duarte (Bispo Auxiliar do Rio de Janeiro), Dom Jacyr Francisco Braido, SC(Bispo da Diocese de Santos-SP), Dom Airton José dos Santos (Arcebispo de Campinas-SP), eDom Henrique Soares Costa (Bispo Auxiliar da Arquidiocese de Aracaju-SE).

O Arcebispo de Campo Grande no Mato Grosso do Sul, Dom Dimas Lara Barbosa, ofereceu à nossa agência um importante esclarecimento sobre o caso dos bebês portadores de anencefalia: “No caso específico dos anencefálicos, primeiramente é preciso que se diga que a própria terminologia é inadequada. Não é verdade que a criança não tenha cérebro, pois se assim o fosse ela seria natimorta. O que acontece são graus diferenciados de má-formação em partes do cérebro que, sim, vão dificultar e muito uma vida normal dessas crianças mas que, de forma alguma, permitem que elas sejam qualificadas como “cadáveres”, como “seres inanimados”.

“Muito pelo contrário, a experiência tem mostrado como, nos casos em que a gestação é levada adiante com muito amor, as crianças sobrevivem, têm reações, as funções fisiológicas são preservadas, reagem sobretudo ao carinho da própria mãe, ao chamado e a diversos estímulos”, asseverou.

“Nós não temos condições, inclusive, de dizer o grau de dor e sensações que essas crianças possam vir a ter, até mesmo porque a ciência evoluiu pouco nessa direção”, esclareceu também o prelado que ocupa o cargo de segundo vice-presidente do Conselho Episcopal Latino-americano, CELAM.

“O apelo que eu faço a cada brasileiro é que nós, mais uma vez, nos oponhamos radicalmente a esta tentativa de legalizar o aborto dessas criançinhas mais indefesas ainda, justamente porque doentes, e que elas não sejam assassinadas no ventre de suas próprias mães”, declarou Dom Dimas em sua entrevista a ACI Digital.

“Quem tem o direito de dizer quem tem o direito de nascer? Só Deus! Só a Ele pertence a vida”.
“A vida humana é sagrada, sejamos pois defensores da vida”, alentou Dom Lara Barbosa que durante anos foi membro da presidência da CNBB.

Falando desde sua experiência como bispo mas também enquanto médico, Dom Antônio Augusto Dias, Auxiliar do Rio afirmou que “toda vida humana é querida desde o útero”.

“Diante da questão ponderada pelos ministros do STF a respeito das crianças que estão se desenvolvendo no útero materno com mal-formação denominada anencefalia, eu, como bispo auxiliar do RJ e também como médico, compreendo perfeitamente todas as circunstâncias que envolvem esta gravidez. Porém, por cima de todas elas, existe uma realidade que é intocável: em primeiro lugar, a dignidade da maternidade feminina, que dá à nossa sociedade a certeza de que qualquer ser humano, independentemente de suas circunstâncias de saúde ou circunstâncias sociais é amado desde o útero materno”, afirmou.

“Sabemos, pela medicina, que as crianças portadoras de anencefalia têm um curto espaço de tempo de vida, mas o que importa não é o espaço de vida curto ou longo mas o quão intensamente são amadas”, declarou o bispo a ACI Digital.

“Eu exorto aos senhores Ministros do STF que, durante suas ponderações, tenham muito presente o rosto daquela mulher que viram pela primeira vez após seu nascimento e que tem um título inigualável: mãe”, disse o prelado dirigindo-se aos magistrados do Supremo.

Falando ao povo brasileiro em geral Dom Dias Duarte declarou: “Ao povo brasileiro eu dirijo uma exortação: cada um de nós é responsável pelas gerações futuras. Nós seremos considerados pelas gerações futuras como homens e mulheres que souberam demonstrar seu amor à Igreja, à Pátria por terem defendido a vida humana desde seu princípio até sua morte natural. Como exortava o saudoso Beato João Paulo II, nós temos que ser um povo de construtores da Cultura da Vida e da Civilização do Amor, especialmente do amor aos mais frágeis, aos mais marginalizados”.

“Diante de uma situação que vai ser ponderada e decidida no STF nós não podemos simplesmente ouvir passivamente”. O bispo pediu aos brasileiros que rezem “para que os ministros tenham a sabedoria jurídica e também sabedoria humana de defenderem a vida”.

Por sua parte o bispo de Santos no litoral paulista se posicionou igualmente e acima de tudo “a favor da vida”.

“Eu quero manifestar-me contra essa ideia de querer aprovar o aborto para anencéfalos. Não há justificativa nenhuma para nós podermos agir deste modo”, afirmou o prelado.
“Este apelo eu quero dirigir aos Ministros do Supremo Tribunal Federal para que repensem este assunto.  Dirijo-me também a todos os cidadãos brasileiros para que se manifestem em favor da vida, acima de tudo”.

“Temos que tomar muito cuidado com certos passos que vamos dando de forma inconsequente e que levam, ao final, a comprometer a existência humana e a disponibilidade das mulheres em gerar novos filhos para a sociedade contemporânea”, conclui o bispo.

Em diálogo telefônico com a nossa agência, o Arcebispo de Campinas (SP) também defendeu a vida dascrianças portadoras de anencefalia e, unindo-se a seus colegas do episcopado, dirigiu uma mensagem aos Ministros do Supremo Tribunal e aos brasileiros.

“Aos Ministros do STF e a todo o povo do Brasil, nós defendemos o direito à vida de todas as pessoas. Acreditamos naquilo que deve ser feito por aqueles que têm autoridade no País, neste caso, os juízes do STF: a vida humana não se restringe aos anos que vivemos nem ao tipo de vida que levamos. A vida humana é vida humana, independentemente de qualquer condição. Nós devemos protegê-la, favorecê-la e dar-lhe condições para que seja valorizada e respeitada. Não importa se ela há de durar um minuto ou cem anos”.

“A vida humana é mais importante que interesses ou ideologias pessoais ou de grupos. Uma sociedade que valoriza e defende a vida cresce e se desenvolve na História. Uma sociedade que começa a prejudicar, maltratar e chega ao ponto de destruir a vida, tem seu futuro comprometido”.

Finalmente, Dom Henrique Soares, auxiliar de Aracaju ressaltou o caráter seríssimo da decisão que o Supremo está a tomar, posto que a vida e a dignidade humana não são um tema de religião, mas um tema que diz respeito à toda a sociedade.

“Por isso, como bispo da Igreja, como cristão, mas também como cidadão brasileiro e como membro da raça humana, eu peço aos senhores Ministros do STF que estejam atentos à questão das crianças anencéfalas, que estejam atentos a esta questão, olhando os grandes valores humanos, os grandes valores que inspiraram nossa sociedade”, afirmou o prelado.

“Em verdade, uma coisa é a morte natural, outra coisa é induzir a morte de um ser que tem o direito de, mesmo com a possibilidade de uma existência breve, viver essa breve vida, lutar por essa vida. Repito: se o ser humano não for reverenciado sempre, a vida humana estará sujeita a arbítrios e arbitrariedades extrínsecas à sua própria dignidade”, destacou Dom Soares.

“É como filho da humanidade, como filho da pátria brasileira e como bispo da Igreja que eu peço a atenção dos senhores Ministros e peço ao povo brasileiro que não baixe jamais a guarda na discussão dessas questões. E que grite em defesa dos grandes valores humanos que forjaram e que norteiam nossa sociedade, nossa cultura”.

“Que o Brasil seja digno da humanidade, que o Brasil seja digno de Cristo”, finalizou o prelado que também é um conhecido defensor da vida e da família no Brasil.
Dom Henrique | 13/04/2012 - 08:35:07 |
Católicos pelo aborto?
  Um católico pode defender o aborto?
De modo geral, a nossa sociedade, que idolatra a técnica, confunde o que é possível para a ciência com aquilo que é moralmente admissível. Ora, nem tudo que é tecnicamente realizável é também moralmente aceitável. Começo por esta afirmação, porque o fato de a técnica da medicina ter a capacidade de realizar o aborto com relativa facilidade, além do elevado número de abortos, têm induzido nossa sociedade a ser tolerante com o assassinato intra-uterino. É bom recordar também que uma situação ou ação não passam a ser morais e aceitáveis do ponto de vista ético simplesmente porque tornaram-se aprovadas pela lei. Pense-se, por exemplo, na discriminação racial na África do Sul: era absolutamente legal, mas totalmente imoral!
Defende-se o aborto em nome da emancipação da mulher, que deve ter direito sobre o domínio do próprio corpo e deve ser livre para rejeitar tudo quanto possa atrapalhar seu projeto de felicidade. Então, dificuldades conjugais, despreparo para ser mãe, sentimento de cansaço, idade avançada, necessidade de continuar os estudos, exigências profissionais... tudo isso justificaria o aborto... Além do argumento da emancipação, tem-se o do aumento demográfico – o aborto seria um meio de evitar a explosão populacional. Finalmente, defende-se o aborto seletivo, para evitar o nascimento de seres que sofreriam graves deficiências... Numa sociedade que cultua a vida plena, a beleza física e a saúde, tais seres humanos, “sem beleza nem formosura”, não são bem-vindos... Note-se que tudo isso externa um profundo desprezo pela vida humana, sintoma de uma sociedade egoísta, centrada pura e simplesmente na realização do indivíduo, constituído em medida de todas as coisas, sem nenhuma outra norma moral que não o seu bem-estar e seu prazer individual. São sintomas de uma sociedade profundamente doente e leviana...
Alguns teólogos moralistas cristãos procuram justificativas para o aborto em casos que tivessem uma séria motivação. Segundo alguns, o aborto somente seria inaceitável até o sexto ou sétimo dia após a fecundação, quando o óvulo penetra o revestimento interno do útero. Isto porque, antes deste período, é grande o número de abortos espontâneos e, além, do mais, não está ainda claro se esse óvulo fecundado (zigoto) será um ou mais indivíduos... Como não há ainda uma definição quanto à individualidade, não teríamos um ser humano e o aborto, por razões sérias, não seria imoral. Outros falam ainda na possibilidade do aborto antes da formação do córtex cerebral, já que o que especifica o ser humano é a racionalidade: como o cérebro não estaria formado ainda, não poderíamos falar num ser humano. Há ainda um grupo que parte da definição da pessoa como capacidade de entrar em relação com os outros e o mundo. O ser humano não seria simplesmente uma realidade biológica, mas pessoal, social. Seria preciso, então, distinguir entre vida humana (biológica) e vida humanizada (social). Neste aspecto, um feto seria humano, mas não humanizado. Portanto, haveria possibilidade moral para o aborto.
Observe-se que todas estas abordagens são interessantes, mas todas são arbitrárias, pois não se pode determinar o início da vida humana de modo seguro, a não ser com um critério: a vida de um ser humano começa no momento da sua fecundação. Desde este momento já se tem uma vida irrepetível e única. O zigoto e, depois, o feto não são um órgão da mãe, não pertencem à mãe nem fazem parte dela! Esta nova vidazinha é realmente uma realidade viva, biologicamente distinta do útero materno, geneticamente nova e original, biologicamente humana e individualizada. Este feto ou já é humano desde o início ou não o será nunca: desde o momento em que o óvulo é fecundado, inaugura-se uma vida que não é a do pai nem a da mãe, mas a de um novo ser humano, que começa a desenvolver-se por conta de seu próprio dinamismo. Repito: ele não se tornaria nunca humano se já não o fosse desde o primeiro instante. Irá desenvolver-se, correrá riscos de vida, irá humanizando-se... não só na fase intra-uterina, mas por toda a sua existência humana, até o fim da sua vida. Só seremos plenamente nós mesmos no momento final, no instante da nossa morte, quando tivermos vivido todas as nossas chances e possibilidades!
Quanto à Sagrada Escritura, ela não contempla diretamente a questão do aborto, mas afirma que Deus conhece e ama o ser humano desde o ventre materno (Jó 10,11; 2Mc 7,22s). Basta pensar no Salmo 138/139,14-16a:“Conhecias até o fundo do meu ser: meus ossos não te foram escondidos quando eu era feito, em segredo, tecido na terra mais profunda. Teus olhos viam o meu embrião”. Nunca se deve esquecer que toda a Escritura é um “sim” decidido de Deus em favor da vida humana e de toda criatura. Também a Tradição da Igreja foi pelo mesmo caminho. Fiel à atitude de Cristo em favor dos mais indefesos, a Igreja sempre foi contra a prática abortiva. A Didaqué,do final do século I ou início do II, já exortava: “Tu não matarás com o aborto o fruto do ventre” e Tertuliano, no século II, escrevia: O aborto é um homicídio por antecipação”. Ainda hoje, o Magistério da Igreja, no ensinamento constante e repetido dos Papas e no consenso do Episcopado, mantém firmíssima esta posição!
Diante de tudo isto, um católico não pode militar em prol do aborto sem que esteja em gravíssimo dissenso com a moral católica. Recordemos que a Igreja goza de especial assistência do Espírito de Cristo sobretudo nas questões de fé e moral. É temerário e sinal de falta de fé a teimosia em dissentir do Magistério quando este repetidamente insiste num ponto tão importante e grave! É sempre a mesma tendência humana de decidir, como se fosse Deus, o que é bem e o que é mal... Triste que, em geral, aqueles que mais defendem o aborto são os que mais lutam em defesa das árvores e dos animais... esquecendo que o ser humano é a única criatura que traz em si a imagem de Deus em Cristo Jesus...


CNBB | 09/04/2012 - 15:04:17 |
Dom João Carlos Petrini fala do julgamento no STF de ação que descriminaliza o aborto de anencéfalos





O presidente da Comissão Episcopal Pastoral para a Vida e Família da CNBB, dom João Carlos Petrini, bispo de Camaçari (BA), concedeu, recentemente, uma entrevista ao jornal “O São Paulo”, na qual fala sobre a ação de despenalização do aborto de anencéfalos, que o Supremo Tribunal Federal (STF) julgará no próximo dia 11, em Brasília (DF).

Segundo dom Petrini, o nascimento de uma criança portadora de anencefalia é um “drama” para a família e, especialmente para a mãe, mas afirma não ser justo não considerar o direito de nascer dessa criança. “É justo pensar a formas de ajuda, de apoio, de manifestação de solidariedade com a mãe para que ela não se sinta sozinha para enfrentar esse drama. Persuadi-la que o melhor é abortar o seu filho, revestindo de legalidade o ato de eliminar o filho-problema não é a melhor resposta, não usa plenamente a razão porque não leva em consideração todos os fatores presentes: Não considera o drama que acompanhará aquela mulher pela incapacidade de acolher o seu bebê e pela decisão de expulsá-lo de seu ventre. Não considera o direito do filho a nascer. A objeção de que é destinado a morrer em breve tempo não procede. Por acaso há alguém que nasce e não tem como última meta a morte? Podendo prever a morte daqueles que não chegam à maturidade, iríamos eliminá-los também? Quem pode determinar o prazo mínimo para que uma vida humana seja acolhida?”, disse dom Petrini.

Perguntando se uma eventual despenalização do aborto de anencéfalos, por parte do STF, poderia abrir precedentes para outras flexibilizações do aborto, dom João Carlos Petrini afirmou que alguns princípios constituem como “colunas” que sustentam a vida social. “Uma vida inocente não pode ser negociada no mercado, nem nos parlamentos e nem nos tribunais. Abrindo exceção a esse princípio, abre-se uma brecha não só na lei e na prática do aborto, mas na consciência das pessoas: entende-se que uma vida que traz problemas pode ser eliminada. Uma lei ou a sentença de um Tribunal não só regulamenta um tema problemático, mas tem um extraordinário poder de formar a consciência coletiva. A recente difusão da violência no Brasil está certamente associada a estas brechas”, destacou.

“A Comissão Episcopal Pastoral para a Vida e a Família espera dos cristãos uma postura mais clara e explícita de valorização da vida humana desde a concepção até a morte natural, dando testemunho que os possíveis dramas, quando abraçados com amor, tornam-se fonte de maturidade, riqueza humana extraordinária. Não fugir do drama, mas abraçá-lo é o caminho de uma dignidade e de uma grandeza humanas sem comparação. Esta postura, na contramão da cultura da banalidade hoje dominante que desvaloriza tudo, inclusive uma vida humana em formação no ventre materno, pode documentar que a morte não é solução, e que maior que a morte é o amor de Cristo que a venceu. Disso nós somos testemunhas”, finalizou dom Petrini, deixando uma mensagem aos cristãos.

Fonte: CNBB 

Audiência Pública para reforma do Código Penal finaliza com manifestos

Cotidiano / Justiça
13/04/2012 22:38:28- Atualizado em 13/04/2012 20:18:57

Sociedade civil teve a chance de expressar suas opiniões
Por Sílvio Oliveira
A comissão de juristas que discute a reforma do Código Penal brasileiro realizou audiência pública em Aracaju, nesta sexta-feira (13), no auditório do Palácio da Justiça, na praça Fausto Cardoso, a fim de discutir temas polêmicos como aborto, corrupção, crimes de trânsito, progressão de pena e crimes cibernéticos.
Ao final do encontro, um grande número de pessoas ligadas a entidades civis e a movimentos religiosos tomou o auditório, principalmente, em protesto contra a legalização do aborto e maus tratos contra animais (foto1).
Todos que fizeram a pré-inscrição foram ouvidos, a exemplo do arcebispo de Aracaju, Dom José Palmeira Lessa, e da advogada e militante baiana em favor das causas dos animais, Ana Rita Teixeira.
Os depoimentos servirão como sugestões dos representantes da sociedade para compor o anteprojeto de reformulação do Código Penal, que será entregue ao Senado no dia 25 de maio, para ser transformado em Projeto de Lei a ser discutido pelo Congresso.
O arcebispo de Aracaju, Dom José Palmeira Lessa, chamou a atenção para o princípio da vida e desejou que todos que formam a Comissão de Juristas sejam iluminados nas decisões de mudança do Código Penal brasileiro. “Desejo que essa equipe iluminada pela ciência, revelada pelo sagrado dom de Desus, seja iluminada na renovação do Código Penal”, proferiu.
Marlene Alves Calumby contou a história de nascimento do primeiro neto, que hoje vive em estado de coma em UTI instalada na residência. Ela publicou a história particular para lembrar que a vida vale mais que tudo. “Ele nasceu com uma doença rara chamada Erro Inapto de Metabolismo, que acomete 95% do cérebro. Vive em coma irreversível, mas ainda pulsa 5% do cérebro. Ele não se expressa com movimento, mas fala com o coração”, emocionou-se.
Em um dos muitos depoimentos acalorados, a presidente da Associação Baiana de Defesa dos Animais e advogada, Ana Rita Teixeira, convocou todos a lutar em defesa dos animais, já que a Constituição Federal expressa tacitamente que “é vedada a prática de crueldade contra os animais”.
Segundo ela, está na hora de se tratar o tema extraconstitucionalmente, mencionando a causa no novo Código Penal brasileiro. “Há uma necessidade de se criminalizar e não deixar de fora o tema sobre os animais”, afirmou.
A Comissão de Juristas é formada por 16 membros e presidida pelo ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ), Gilson Dipp. Desde o mês de outubro do ano passado que são realizados estudos e audiências para a modernização do Código Penal, que tem 72 anos de vigência e é considerado atrasado em relação às atuais exigências da sociedade brasileira.
Emanuel Cacho, jurista sergipano, é um dos dois representantes do Nordeste integrante da comissão que ajudará a reformar o Código Penal brasileiro.  Conforme Cacho, essa reformulação do Código (cujo original é de 1940), representa um grande avanço para a sociedade. Ele defende a necessidade de se estabelecer leis claras, objetivas e mais abrangentes. Entre as propostas já apresentadas está a proteção do denunciante, responsabilização do servidor em casos de corrupção e transformação de crimes contra a administração em crimes hediondos.
Dom Lessa, Marlene Calumby, Ana Rita Teixeira
 


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Manifestação contra o aborto reúne dezenas de pessoas em Aracaju

Cotidiano / Justiça
13/04/2012 17:44:19- Atualizado em 13/04/2012 17:22:27

Iniciativa foi fruto da decisão do STF quanto a fetos anencéfalos
Por Adriana Meneses
Na tarde desta sexta-feira (13), membros da Arquidiocese de Aracaju, cristãos e sociedade em geral, participaram de uma manifestação cujo tema era “Defesa da Vida e Contra a Descriminalização do Aborto”. Dezenas de pessoas segurando faixas e cartazes compareceram ao movimento, que iniciou na Praça da Catedral, seguindo até o Tribunal de Justiça.
De acordo com o Padre Anderson Pina (foto), a manifestação serve de reflexão para a decisão tomada pelo Supremo Tribunal Federal (STF), nesta quinta-feira (12), que decidiu autorizar a mulher a interromper a gravidez em casos de fetos anencéfalos, sem que a prática configure aborto criminal. “Acredito que a maioria da sociedade seja contra o aborto. Nossa missão é defender a vida fora de concepções religiosas ou não. Devemos defender a vida humana desde que ela seja gerada. Afinal todos têm direito a vida”, observou.

 Para o sociólogo Camilo Antonio (foto), que participou da manifestação, o STF se precipitou em sua decisão. “A nossa constituição garante o direito à vida e por que essa decisão equivocada e que vai de encontro às leis? As crianças anencefálas têm sim o direito de viver”, observou.



Já o professor universitário Rodorval Ramalho (foto) acredita que com a decisão do STF a prática do aborto no Brasil vai se tornar um fato comum. “A legislação brasileira já legaliza o aborto em dois casos, agora abriu mais uma brecha para ceifar a vida humana. O Brasil vai entrar, lamentavelmente, em uma lista de países que praticam o aborto de forma indiscriminada”, salientou.

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sexta-feira, 13 de abril de 2012

ABORTO NÃO, VIDA SIM.






ABORTO... O que é???


Um aborto ou interrupção da gravidez é a remoção ou expulsão prematura de um embrião ou feto do útero, resultando na sua morte ou sendo por esta causada. Isto pode ocorrer de forma espontânea ou artificial, provocando-se o fim da gestação, e consequentemente o fim da vida do feto, mediante técnicas médicas, cirúrgicas entre outras.
Ao definirmos o aborto também precisamos que mencionar que a vários tipos de aborto dentre eles estão os mais conhecidos: aborto ilegal ou criminal, aborto terapêutico, aborto induzido, aborto espontâneo.

Abortos

Aborto induzido com funciona ?


Aproveitando o momento de grande discussão, venho aqui no blog deixar de certa forma nas entrelinhas, minha opinião sobre o assunto. Utilizando para isso a proposta que é Como Funciona.

O chamado aborto induzido ou aborto provocado, é feito utilizando-se procedimentos cirúrgicos ou então químicos, variando conforma o tempo de vida do feto.
O aborto químico ocorre pela ingestão de medicamentos, dificilmente encontrados na internet qual seriam por motivos óbvios, provocando a expulsão do embrião. Medicamentos esses baseados em uma grande quantidade de hormônios.
Não funcionando o aborto por medicamentos é feito a aspiração do útero a fim de retirar o feto, ou os restos que sobraram dele.
Outra forma, isso quando o feto já tiver um pouco maior, é a curetagem. Que consiste em introduzir um aparelho cirúrgico no útero cortando o feto em pedaços, sendo retirado um a um. Esse procedimento faz com que o médico tenha que montar os pedaços do feto do lado de fora para garantir que não ficou nenhum pedaço na interior da mãe, com o risco de causar graves infecções.
Existem pesquisas dizendo que o feto sente dor a parir da sétima semana de vida, o que tornaria o aborto um ato sofrido. Assim como também pesquisas afirmam que o cérebro ainda não está completamente formado se para ter essa sensação.
Eu acredito que muitas mães sabem o que seus filhos sentem dentro de seu próprio ventre.

Pena para aborto induzido

A Câ
mara de Deputados analisa o Projeto de Lei 7254/10, do deputado Marcelo Serafim (PSB-AM), que aumenta a pena em casos de abortos provocados por terceiros. De acordo com o texto, se o aborto for realizado sem o consentimento da gestante, a pena seria de 6 a 20 anos de reclusão. Hoje, o Código Penal (Decreto-lei 2.848/40) prevê 3 a 10 anos.

Segundo a informação veiculada pela agência Senado, no caso de aborto provocado com o consentimento da grávida, a pena, que hoje varia de 1 a 4 anos, aumentaria para 4 a 15 anos de reclusão. O artigo 124 do Código Penal prevê para o caso de aborto cometido por terceiros, com ou sem o consentimento da gestante, uma pena de reclusão de um a quatro anos ou de três a dez anos.

"As punições previstas no Código Penal para os casos de aborto são extremamente brandas. Para corrigir essa distorção, propomos aumentar o rigor dessas penas", afirmou o Deputado Serafim.
O projeto será analisado pelas comissões de Seguridade Social e Família; e de Constituição e Justiça e de Cidadania, antes de ser votado pelo Plenário.

Abortos espontâneo ;oque é ?

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Ter uma gravidez que termina em aborto pode ser muito triste e penoso. As informações que se seguem tratam dos sintomas e tratamentos para os diferentes tipos de aborto.


Talvez isto a ajude a entender, se tiver um aborto, e lhe permita compreender que é pouco provável que tenha feito algo para causá-lo. Existem boas hipóteses de ter um bébe na próxima vez.


O que é o aborto?


Um aborto é o final espontâneo de uma gravidez antes da vigésima semana. O termo médico usado é aborto espontâneo.


Mais ou menos 20% de todas as gravidezes terminam em aborto durante as primeiras 16 semanas. Muitos ocorrem dentro de 10 semanas. Algumas mulheres abortam mesmo antes de saber que estão grávidas; um atraso na menstruação pode ser o único sintoma.


O que o provoca?


Muitas vezes é difícil saber exactamente a causa do aborto. Contudo, a maior parte dos abortos ocorrem quando os cromossomas do espermatozóide encontram os cromossomas do óvulo.


Muitas vezes o bebé (também chamado feto) não se desenvolve por completo, ou desenvolve-se de maneira anormal. Em casos como estes, o aborto é a maneira que o corpo encontra para terminar com a gravidez que não está desenvolver-se normalmente.


Outras causas possíveis de aborto incluem infecções do útero, diabetes sem controlo, alterações hormonais e problemas no útero. Excesso de tabaco, álcool e drogas ilegais, como a cocaína, também causam o aborto, principalmente no início da gravidez quando os principais órgãos do bebé estão ainda em desenvolvimento.


Algumas vezes, também um cérvix (parte baixa do útero) incapaz provoca aborto. Durante o trabalho de parto o cérvix dá abertura para permitir que o bebé saia do útero e passe através da vagina.


Caso o cérvix comece a aumentar a abertura muito cedo, pode resultar em aborto. Muitas vezes, se o problema é descoberto cedo, pode ser tratado e para a gravidez continue.


Uma queda da mãe raramente causa aborto pois o bebé está muito bem protegido dentro do útero. Por outro lado, não há nenhuma evidência que stress emocional ou físico ou actividade sexual possam causar aborto numa gravidez normal.

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sintomas, diagnóstico, tratamento e nova gravidez


Quais são os sintomas?


Os possíveis sintomas incluem:

Hemorragia da vagina. A quantidade de sangue pode variar de algumas gotas de sangue a sangramento intenso. A hemorragia pode começar sem nenhum aviso ou apresentar um corrimento escuro primeiramente.

Dor como cãibra no baixo abdómen

Secreção abundante proveniente da vagina, sem sangue ou dor. Isto pode significar que as membranas se romperam (a bolsa das águas rompeu-se).

Se sentir material sólido a passar através da vagina, tente guardar este material para o seu médico examinar.


É possível que não tenha hemorragia ou dor, mas o feto tenha morrido e os sintomas da gravidez já não existam.


Como é diagnosticado?


O seu médico pode fazer um exame pélvico para verificar o tamanho do útero e as condições do cérvix, pedindo uma ecografia para ver se a gravidez está fora do útero em lugar de dentro dele, (a gravidez fora do útero chama-se gravidez ectópica) ou verificar se o óvulo nunca se desenvolveu em feto.


Qual é o tratamento?


Se apresentar uma ameaça de aborto, há uma hipótese da gravidez continuar.


Haverá uma pequena quantidade de hemorragia da vagina, que muitas vezes é indolor, mas pode ser acompanhado de cãibras. O cérvix permanece fechado e o médico recomendará que permaneça na cama por um ou dois dias. O descanso pode parar a hemorragia e promover a continuação da gravidez normalmente. Precauções especiais como parar com exercícios, descansar os pés o máximo possível e evitar relações sexuais podem ser necessárias por várias semanas.


Se a hemorragia for causada por um cérvix incapaz, este pode ser fechado até a chegada do bebé, sendo também administrados medicamentos para relaxar o útero.


O aborto torna-se inevitável se o sangramento e as cãibras continuarem e o cérvix começar a abrir. Um aborto inevitável significa que o feto morreu e nada pode ser feito. O útero expele inteiramente o conteúdo. Este é o aborto completo.


O aborto é incompleto se somente uma parte do conteúdo for expelida. Uma dilatação e curetagem ou procedimento de sucção pode ser necessário para remover o restante do feto e da placenta. Nestes procedimentos o cérvix é aberto e o tecido é cuidadosamente raspado ou aspirado.


Se o feto morreu mas não houve hemorragia, o seu médico pode pedir um D&C ou induzir o trabalho para remover o feto e a placenta.


Quando começar as tentativas de nova gravidez?


Espere de duas a quatro semanas para ter relações sexuais após o aborto. Os médicos normalmente recomendam que se espere até que tenha passado pelo menos uma menstruação antes de tentar engravidar novamente, portanto é recomendável a utilização de alguns meios anticoncepcionais, pelo menos até começar outro período menstrual.


Também é importante conseguir lidar emocionalmente com a perda antes de engravidar de novo.

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riscos, causas, depois do aborto


Quais são os riscos associados ao aborto?


Um aborto geralmente não colocará em risco a saúde a menos que seja incompleto e, caso isto ocorra, sem ser diagnosticado e tratado, a hemorragia pode continuar e o tecido deixado no útero pode infectar.


Dependendo do tipo de sangue, o médico pode querer fazer uma imunização preventiva contra problemas que possam ocorrer em gestações futuras.


Como saber qual foi a causa do aborto?


Não se culpe pelo aborto, pois é pouco provável que tenha sido causado por algo que tenha feito. Por exemplo, abortos espontâneos não são causados por relações sexuais ou exercícios vigorosos.


Mágoa, raiva, e sentimentos de culpa são comuns. Permita-se sofrer com a perda do bebé.


Procure apoio dos amigos ou de outras pessoas que já tenham passado pela mesma experiência. É comum ter medo que seu aborto signifique que não será capaz de engravidar novamente. Lembre-se, contudo, que na maioria das mulheres a próxima gravidez é normal.


Algumas mulheres têm abortos repetidos. (Uma série de três ou mais abortos consecutivos é considerada abortos habituais.) Estes abortos podem ser causados por algum desequilíbrio hormonal ou outra condição que pode ser tratada. Se sofreu três ou mais abortos, é importante que seja examinada para determinar e tratar a causa.


O que acontece depois de um aborto?

A sua recuperação levará de 4 a 6 semanas.

Pode apresentar um ponto sensível e desconforto por alguns dias.

Se estiver grávida há mais de 13 semanas antes do aborto, pode ainda apresentar sintomas de gravidez e seus seios ainda segregarem leite.

Exercícios de baixo impacto, como a caminhada ou natação, não ferirão. Exercite-se mais à medida que se sinta melhor.

Normalmente, o seu médico verificará sua recuperação dentro de algumas semanas através de alguns exames.


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quando procurar ajuda médica?


Se estiver grávida e tiver hemorragia na vagina, com ou sem dor, chame o seu médico. Se a hemorragia for intensa ou tiver dores fortes, dirija-se às urgências.


Se estiver a recuperar de um aborto, chame seu médico imediatamente se tiver qualquer um destes sintomas:

Hemorragia intensa

Febre

Calafrios

Forte dor abdominal

Depois de um atraso menstrual, algumas mulheres perdem sangue e acham que finalmente menstruaram.


Estavam enganadas. Na verdade, tinham engravidado e estavam a eliminar o embrião recém-formado. Depois, engravidam novamente, levam a gestação a termo, muitas vezes sem saber que tiveram um aborto silencioso, que não deixou sequelas.


De certo modo, parece haver uma espécie de selecção natural associada ao aborto espontâneo, especialmente se ocorrer até à oitava semana da gravidez. Em cerca de 60% dos casos, os embriões apresentavam alguma malformação ou alteração genética e foram eliminados naturalmente.


Há mulheres, no entanto, que sofrem abortos sucessivos, o que pode abalá-las emocionalmente e interferir no relacionamento do casal. Muitas são as causas que explicam essa interrupção espontânea da gravidez. Embora em alguns casos seja impossível determiná-las, para a grande maioria existe tratamento.

Papa João Paulo II e o Aborto






 
“Dentre todos os crimes que o homem pode cometer contra a vida, o aborto provocado apresenta características que o tornam particularmente perverso e abominável.” (João Paulo II, Evangelium Vitae, nº 58)
No caso de uma lei intrinsecamente injusta, como aquela que admite o aborto ou a eutanásia, nunca é lícito conformar-se com ela, nem participar numa campanha de opinião a favor de uma lei de tal natureza, nem dar-lhe a aprovação com o seu voto. (João Paulo II, Evangelium Vitae, nº 73)
Quando uma maioria parlamentar ou social decreta a legitimidade da eliminação, mesmo sob certas condições, da vida humana ainda não nascida, assume uma decisão tirânica contra o ser humano mais débil e indefeso. (cf João Paulo II, Evangelium Vitae, nº 70)
Não pode haver paz verdadeira sem respeito pela vida, especialmente se é inocente e indefesa como a da criança não nascida. (João Paulo II, Discurso ao Movimento Defesa da Vida, Italiano, 2002)
A tolerância legal do aborto ou da eutanásia não pode, de modo algum, fazer apelo ao respeito pela consciência dos outros, precisamente porque a sociedade tem o direito e o dever de se defender contra os abusos que se possam verificar em nome da consciência e com o pretexto da liberdade. (João Paulo II, Evangelium Vitae, nº 71)
Reivindicar o direito ao aborto e reconhecê-lo legalmente, equivale a atribuir à liberdade humana um significado perverso e iníquo: o significado de um poder absoluto sobre os outros e contra os outros. Mas isto é a morte da verdadeira liberdade. (João Paulo II, Evangelium Vitae, nº 20)
É totalmente falsa e ilusória a comum defesa, que aliás justamente se faz, dos direitos humanos – como por exemplo o direito à saúde, à casa, ao trabalho, à família e à cultura, – se não se defende com a máxima energia o direito à vida, como primeiro e fontal direito, condição de todos os outros direitos da pessoa. (João Paulo II, Christifideles Laci, nº 38)
Quando a lei, votada segundo as chamadas regras democráticas, permite o aborto, o ideal democrático, que só é tal verdadeiramente quando reconhece e tutela a dignidade de toda a pessoa humana, é atraiçoado nas suas próprias bases: Como é possível falar ainda de dignidade de toda a pessoa humana, quando se permite matar a mais débil e a mais inocente? Em nome de qual justiça se realiza a mais injusta das discriminações entre as pessoas, declarando algumas dignas de ser defendidas, enquanto a outras esta dignidade é negada? Deste modo e para descrédito das suas regras, a democracia caminha pela estrada de um substancial totalitarismo. O Estado deixa de ser a “casa comum”, onde todos podem viver segundo princípios de substancial igualdade, e transforma-se num Estado tirano, que presume poder dispor da vida dos mais débeis e indefesos, como a criança ainda não nascida, em nome de uma utilidade pública que, na realidade, não é senão o interesse de alguns. (cf. João Paulo II, Evangelium Vitae, nº 20)
Matar o ser humano, no qual está presente a imagem de Deus, é pecado de particular gravidade. Só Deus é dono da vida! (João Paulo II, Evangelium Vitae, nº 55)
A rejeição da vida do homem, nas suas diversas formas, é realmente uma rejeição de Cristo. (João Paulo II, Evangelium Vitae, nº 104)
Fonte: Aborto na aldeia


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