segunda-feira, 4 de junho de 2012
segunda-feira, 28 de maio de 2012
domingo, 27 de maio de 2012
MONSENHOR JOSÉ CARVALHO DE SOUZA
EM MUITAS VIDAS
Claudefranklin Monteiro Santos – Professor Mestre em Educação, Historiador e Escritor Lagartense. Membro da Associação Sergipana de Imprensa (Núcleo de Lagarto) – franklinmonteiro@oi.com.br
A História de Lagarto tem uma íntima relação com sua formação religiosa. Sob as bênçãos da Padroeira Nossa Senhora da Piedade, o Município, ao longo de anos, tem sido celeiro de extraordinárias vocações sacerdotais. Valiosos exemplos de vida dedicados ao catecismo e orientação católicos estão, certamente, simbolizados em sólidas biografias devotadas ao sangue de Cristo e à Virgem Maria.
Terra de vocações sacerdotais, Lagarto desponta coma a cidade que mais contribuiu com Monsenhores de renome na recente história da Igreja Católica. Figura entre os notáveis monsenhores (a exemplo de Daltro, Juarez, Marinho e Mário), o nome de um descendente de uma das mais importantes famílias da região: Monsenhor José Carvalho de Souza.
Órfão de mãe, ainda muito cedo, sob os cuidados do avô, o Cel. Zacarias, resolveu ser sacerdote a ser fazendeiro (função que dava notoriedade na cidade pelos idos dos anos 40 e 50). Logo fora para o Seminário, sob a orientação do Padre João Marinho, onde se destacou sem demora, indo estudar Filosofia na Paraíba, na Universidade Católica de Pernambuco e no Seminário Maior de São Leopoldo, no Rio Grande do Sul, considerado, na época, uma das melhores instituições na formação de sacerdotes do Brasil. Tendo, ainda, uma passagem pela Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de São João Del Rei-MG, onde recebera o Diploma de Administração Escolar (outra vocação latente que lhe serviria de base para mais tarde implantar uma das mais renomadas escolas de Sergipe – O Arquidiocesano).
Foto: acervo Cláudio Monteiro
Marcado pela sábia e profícua retórica, certamente recebeu influências de seu Mestre espiritual, o padre Frederico Loufer, do qual herdou ainda o interesse pelos estudos bíblicos. Não tardou para que seus méritos fossem reconhecidos. Ao longo de 50 anos de Sacerdócio, Monsenhor Carvalho ocupou e aceitou a honrosas, como também desafiantes, missões sacerdotais. Ordenado presbítero por Dom Fernando Gomes, na matriz de Lagarto, já foi vice-Reitor e Reitor do Seminário Arquidiocesano Sagrado Coração de Jesus e Arcebispo de Aracaju.
Porém, sua história sacerdotal se confunde com a do Colégio Arquidiocesano. Pelos idos de 1957, quando assumia a reitoria do Seminário Arquidiocesano Sagrado Coração de Jesus, o Monsenhor Carvalho enfrentou a duras penas o desafio de zelar pela parte espiritual, pedagógica, e por contingências contextuais, a financeira também. Em 1959 nascia, numa das dependências do seminário na Praça Camerino, o então Educandário Sagrado Coração de Jesus (denominação dada à época para instituições de ensino mantidas pela Igreja Católica, a exemplo do Educandário Nossa Senhora da Piedade, em Lagarto). Mais tarde, em 1960, à Rua Dom José Thomaz, o Educandário se transforma em Ginásio Diocesano Sagrado Coração de Jesus.
De lá para cá, o Arquidiocesano, como passou a ser denominado, se transformou, sob sua direção, numa das instituições de ensino particular mais respeitada do Estado de Sergipe, com destaque especial para o excelente desempenho de seus alunos em competições esportivas e no vestibular, carregando a marca registrada do determinismo e garra de Monsenhor Carvalho, seu fundador.
Foto: alfamaweb
Orgulho da gente lagartense, Monsenhor Carvalho, agora também Cônego, é presença assídua no novenário dedicado a Nossa Senhora da Piedade, por quem devota apreço especial. Nas últimas festas da padroeira de sua querida terra natal, ao longo de seus 50 anos de sacerdócio (a serem completados no dia 25 de novembro) e 80 anos de vida, tem tido a honra (como gosta de frisar) de encerrar as festividades, o que certamente não deixa de ser, de seu povo e de seu ex-aluno Pe. Pedro Vidal, um reconhecimento pelos valiosos serviços prestados à fé católica de Lagarto e de Sergipe.
Fonte: Texto de Manoel Cabral Machado e acervo pessoal do Professor José Cláudio Monteiro Santos (falecido em 11 de julho de 2005 – um dos muitos admiradores da obra de Monsenhor Carvalho).
O Monsenhor José Carvalho e a Irmã Lourdinha, dirigem respectivamente os Colégios ARQUIDIOCESANO (Aracaju) e NOSSA SENHORA DA PIEDADE (Lagarto),
dois dos mais importantes ícones da Educação católica em Sergipe. As
duas unidades educacionais colecionam Prêmios na Educação, Cultura e
Desporto estudantil. As duas escolas, são responsáveis por boa parte dos
Prêmios Educar-se nos últimos anos. Para 2011, várias categorias já tem
representantes das duas escolas entre os 3 mais votados até o momento.
"Os coordenadores tanto do Arqui quanto do CNSP, embarcam na promoção e
motivam seus alunos para a votação pela internet, que no fundo é uma
maneira de homenagear professores, colegas e profissionais da educação. É
muito importante que dois Colégios desse porte, estejam envolvidos no
Prêmio Educar-se" destaca Jorge Lins, Coordenador do Prêmio.
A Votação aberta para todas as categorias continua até o próximo dia 2 de setembro. No dia 3 de setembro, estaremos divulgando os 3 mais bem votados de cada categoria e todos os ganhadores dos Prêmios Especiais. Os vencedores do Prêmio Educar-se em cada categoria só serão conhecidos na noite da Festa de entrega da premiação, 8 de setembro, no Teatro Tobias Barreto à partir das 20 horas.
Em 2011, o Homenageado Especial será o Reitor da UNIT, Prof. Joubertou Uchoa de Mendonça. Entre as atrações da Festa do dia 8 de setembro no TTB, apresentação de Trechos da peça BULLYING, A VIOLÊNCIA NA ESCOLA (com o Grupo Raízes) e música com o cantor/compositor Kléber Melo.
José
Carvalho de Souza nasceu no dia 24 de novembro de 1926, em Lagarto, a
76km de Aracaju. Sua mãe, Maria Carvalho de Sousa, que já havia perdido a
primeira filha ainda bebê, morreu de parto e ele ficou sob os cuidados
de sua avó, Joana Rosa do Amor Divino. Somente aos 18 anos, José foi
descobrir sua vocação sacerdotal, e ao contar para a família foi
desacreditado.
“Você não gosta de estudar, não persevera em nada, não tem vergonha de dizer que deseja ser padre não?”, dizia sua avó, sem prever o futuro brilhante do neto. No entanto, seguro de sua decisão, ele ingressa no Seminário Diocesano 'S. Coração de Jesus', em Aracaju, para fazer o Curso Secundário, em 1946.
Contudo, somente em 1956, já com 30 anos, foi ordenado padre, logo após ter seu segundo curso superior reconhecido. O Padre Carvalho foi ordenado por D. Fernando Gomes, o 2º Bispo de Aracaju, contrariando todas as previsões de sua avó. A partir daí o padre inicia sua carreira brilhante de dedicação à educação e ao sacerdócio.
Com
somente um ano de ordenamento, no dia 12 de março de 1957, é nomeado
reitor do Seminário Arquidiocesano e capelão da Igreja S. Coração de
Jesus, em Aracaju. Neste mesmo ano, D. Fernando Gomes é transferido para
a Arquidiocese de Goiânia e, em seu lugar, assume D. José Vicente
Távora.
Quando o Seminário começa a viver grandes dificuldades financeiras, o jovem reitor mostra sua visão empreendedora e funda um educandário para conseguir recursos. O educandário deu tão certo que, em 1959, durante um Encontro de Diretores de Estabelecimentos de Ensino Secundário, realizado no Sesc, em que foi convidado a participar, Dr. Otílio Muniz, inspetor seccional do ensino secundário em Sergipe, propõe-lhe a idéia de fundar um ginásio, no mesmo prédio onde funcionava o seminário.
Apesar de estar autorizado a funcionar desde 7 de dezembro e registrado no MEC sob o nº 3125, o Ginásio Diocesano só começa a funcionar no dia 1º de março de 1960. O sonho torna-se realidade: o Ginásio Diocesano 'S.Coração de Jesus' inicia suas atividades na Praça Camerino, 181, em Aracaju, atendendo apenas a alunos do sexo masculino.
Para
que os alunos não saíssem do colégio ao concluírem o curso ginasial, o
Padre Carvalho decide transformar o Ginásio em Colégio, e em 1963
o Ginásio Diocesano passa a ser o Colégio Arquidiocesano 'S.Coração de
Jesus', oferecendo à comunidade todos os ciclos de ensino.
Vendo o pequeno colégio crescer numa sede que não tinha condições de se expandir, ele consegue recursos da Alemanha e inicia uma grande reforma no velho prédio do Seminário. No dia 16 de outubro de 1966 ele inaugura o novo bloco de dois andares, com saída para a rua Senador Rollemberg. No térreo e no 1º andar constam sete salas de aula e no 2º andar, o dormitório dos seminaristas. No dia seguinte, o Colégio Arquidiocesano é transferido da Praça Camerino, passando a funcionar na rua Dom José Tomaz, 194, onde está até hoje.
Em 1968 o padre é nomeado Conselheiro do Conselho Estadual de Educação pelo governador do Estado, Lourival Baptista. No ano seguinte mais uma conquista. É eleito presidente da Associação Católica de Sergipe. Em meados de 1975 é nomeado Cônego Catedrático do Cabido Metropolitano da Arquidiocese de Aracaju, pelo arcebispo de Aracaju, Dom Luciano José Cabral Duarte.
Dom
Luciano no ano seguinte nomeou o Padre Carvalho o Diretor-Presidente da
Rádio Cultura de Sergipe, o que lhe deu condições de ser eleito
presidente da Associação de Rádios, Televisão e Jornais do Estado de
Sergipe (ASSERT). Isso mostra a estreita relação que existia entre os
dois clérigos.
O cônego Carvalho teve uma parte de seu trabalho reconhecida nacionalmente em 1998, quando foi nomeado membro titular da Academia Brasileira de Arte, Cultura e História de São Paulo. E em 2002, sua denominação muda de novo. É nomeado monsenhor pelo Papa João Paulo II, por solicitação de Dom José Palmeira Lessa, Arcebispo de Aracaju.
No dia 14 de novembro de 2006 lançou seu primeiro livro, intitulado 'Presença Participativa da Igreja Católica na História dos 150 anos de Aracaju'.
Claudefranklin Monteiro Santos – Professor Mestre em Educação, Historiador e Escritor Lagartense. Membro da Associação Sergipana de Imprensa (Núcleo de Lagarto) – franklinmonteiro@oi.com.br
A História de Lagarto tem uma íntima relação com sua formação religiosa. Sob as bênçãos da Padroeira Nossa Senhora da Piedade, o Município, ao longo de anos, tem sido celeiro de extraordinárias vocações sacerdotais. Valiosos exemplos de vida dedicados ao catecismo e orientação católicos estão, certamente, simbolizados em sólidas biografias devotadas ao sangue de Cristo e à Virgem Maria.
Terra de vocações sacerdotais, Lagarto desponta coma a cidade que mais contribuiu com Monsenhores de renome na recente história da Igreja Católica. Figura entre os notáveis monsenhores (a exemplo de Daltro, Juarez, Marinho e Mário), o nome de um descendente de uma das mais importantes famílias da região: Monsenhor José Carvalho de Souza.
Órfão de mãe, ainda muito cedo, sob os cuidados do avô, o Cel. Zacarias, resolveu ser sacerdote a ser fazendeiro (função que dava notoriedade na cidade pelos idos dos anos 40 e 50). Logo fora para o Seminário, sob a orientação do Padre João Marinho, onde se destacou sem demora, indo estudar Filosofia na Paraíba, na Universidade Católica de Pernambuco e no Seminário Maior de São Leopoldo, no Rio Grande do Sul, considerado, na época, uma das melhores instituições na formação de sacerdotes do Brasil. Tendo, ainda, uma passagem pela Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de São João Del Rei-MG, onde recebera o Diploma de Administração Escolar (outra vocação latente que lhe serviria de base para mais tarde implantar uma das mais renomadas escolas de Sergipe – O Arquidiocesano).
Foto: acervo Cláudio Monteiro
Marcado pela sábia e profícua retórica, certamente recebeu influências de seu Mestre espiritual, o padre Frederico Loufer, do qual herdou ainda o interesse pelos estudos bíblicos. Não tardou para que seus méritos fossem reconhecidos. Ao longo de 50 anos de Sacerdócio, Monsenhor Carvalho ocupou e aceitou a honrosas, como também desafiantes, missões sacerdotais. Ordenado presbítero por Dom Fernando Gomes, na matriz de Lagarto, já foi vice-Reitor e Reitor do Seminário Arquidiocesano Sagrado Coração de Jesus e Arcebispo de Aracaju.
Porém, sua história sacerdotal se confunde com a do Colégio Arquidiocesano. Pelos idos de 1957, quando assumia a reitoria do Seminário Arquidiocesano Sagrado Coração de Jesus, o Monsenhor Carvalho enfrentou a duras penas o desafio de zelar pela parte espiritual, pedagógica, e por contingências contextuais, a financeira também. Em 1959 nascia, numa das dependências do seminário na Praça Camerino, o então Educandário Sagrado Coração de Jesus (denominação dada à época para instituições de ensino mantidas pela Igreja Católica, a exemplo do Educandário Nossa Senhora da Piedade, em Lagarto). Mais tarde, em 1960, à Rua Dom José Thomaz, o Educandário se transforma em Ginásio Diocesano Sagrado Coração de Jesus.
De lá para cá, o Arquidiocesano, como passou a ser denominado, se transformou, sob sua direção, numa das instituições de ensino particular mais respeitada do Estado de Sergipe, com destaque especial para o excelente desempenho de seus alunos em competições esportivas e no vestibular, carregando a marca registrada do determinismo e garra de Monsenhor Carvalho, seu fundador.
Foto: alfamaweb
Orgulho da gente lagartense, Monsenhor Carvalho, agora também Cônego, é presença assídua no novenário dedicado a Nossa Senhora da Piedade, por quem devota apreço especial. Nas últimas festas da padroeira de sua querida terra natal, ao longo de seus 50 anos de sacerdócio (a serem completados no dia 25 de novembro) e 80 anos de vida, tem tido a honra (como gosta de frisar) de encerrar as festividades, o que certamente não deixa de ser, de seu povo e de seu ex-aluno Pe. Pedro Vidal, um reconhecimento pelos valiosos serviços prestados à fé católica de Lagarto e de Sergipe.
Fonte: Texto de Manoel Cabral Machado e acervo pessoal do Professor José Cláudio Monteiro Santos (falecido em 11 de julho de 2005 – um dos muitos admiradores da obra de Monsenhor Carvalho).
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A Votação aberta para todas as categorias continua até o próximo dia 2 de setembro. No dia 3 de setembro, estaremos divulgando os 3 mais bem votados de cada categoria e todos os ganhadores dos Prêmios Especiais. Os vencedores do Prêmio Educar-se em cada categoria só serão conhecidos na noite da Festa de entrega da premiação, 8 de setembro, no Teatro Tobias Barreto à partir das 20 horas.
Em 2011, o Homenageado Especial será o Reitor da UNIT, Prof. Joubertou Uchoa de Mendonça. Entre as atrações da Festa do dia 8 de setembro no TTB, apresentação de Trechos da peça BULLYING, A VIOLÊNCIA NA ESCOLA (com o Grupo Raízes) e música com o cantor/compositor Kléber Melo.
Seminário Propedêutico
O Seminário Arquidiocesano Sagrado Coração de Jesus foi
fundado no dia 04 de abril de 1913 por Dom José Thomas Gomes da Silva com o
intuito de formar jovens para o sacerdócio.
A primeira sede desta instituição funcionou na própria
residência de Dom José, na Praça Camerino, n. 181, sendo transferido
posteriormente para o prédio situado na quadra de terra entre as ruas São
Vicente, Espírito Santo, Itabaiana e Pacatuba, atualmente sede do Colégio
Arquidiocesano Sagrado Coração de Jesus. No ano de 1980, o seminário mudou suas
instalações para a antiga chácara Paulo VI no bairro Industrial, onde funciona
até hoje.
Considerado um marco no ensino superior em Sergipe, este
estabelecimento foi responsável pela formação acadêmica, cultural e religiosa de
inúmeros jovens, alguns de notoriedade nacional, a exemplo de Dom Miranda
Vilas-Boas e Dom Avelar Brandão Vilela.
Ao longo destes noventa e seis anos de existência, vinte e
seis reitores dirigiram esta casa, dentre eles destacamos o trabalho de seu
fundador Dom José Thomas e do Monsenhor José Carvalho de Souza, que durante
vinte e dois anos dirigiu esta instituição.
Atualmente nosso arcebispo Dom José Palmeira Lessa, contando
com a colaboração do seu clero e do povo de Deus, mantêm o Seminário
Arquidiocesano Sagrado Coração de Jesus funcionando com uma turma de
Propedêutico, fase introdutória à disciplina do seminário e de revisão dos
estudos do nível médio.
Nas instalações do seminário também acontecem encontros de
diversas pastorais e movimentos eclesiais e sociais, basta que consulte o reitor
quanto à disponibilidade do local. Assim ajudamos na manutenção física do
prédio.
Mensalmente acorrem ali cerca de quarenta rapazes para os
encontros vocacionais. Momento de oração, meditação e reflexão a cerca do
chamado de Deus na vida do ser humano a uma vocação específica. Estes acontecem
em dias agendados no calendário anual do seminário.
Manifestamos nosso apreço especial a todos os formadores,
formandos, benfeitores e amigos, que muitas vezes anônimos, contribuíram para
construção e manutenção desta tão valorosa obra, transformando-a no ‘coração da
arquidiocese de Aracaju’.
24/11/2006 - 07:30
Histórico do Monsenhor Carvalho
José
Carvalho de Souza nasceu no dia 24 de novembro de 1926, em Lagarto, a
76km de Aracaju. Sua mãe, Maria Carvalho de Sousa, que já havia
perdido...
“Você não gosta de estudar, não persevera em nada, não tem vergonha de dizer que deseja ser padre não?”, dizia sua avó, sem prever o futuro brilhante do neto. No entanto, seguro de sua decisão, ele ingressa no Seminário Diocesano 'S. Coração de Jesus', em Aracaju, para fazer o Curso Secundário, em 1946.
Contudo, somente em 1956, já com 30 anos, foi ordenado padre, logo após ter seu segundo curso superior reconhecido. O Padre Carvalho foi ordenado por D. Fernando Gomes, o 2º Bispo de Aracaju, contrariando todas as previsões de sua avó. A partir daí o padre inicia sua carreira brilhante de dedicação à educação e ao sacerdócio.
Quando o Seminário começa a viver grandes dificuldades financeiras, o jovem reitor mostra sua visão empreendedora e funda um educandário para conseguir recursos. O educandário deu tão certo que, em 1959, durante um Encontro de Diretores de Estabelecimentos de Ensino Secundário, realizado no Sesc, em que foi convidado a participar, Dr. Otílio Muniz, inspetor seccional do ensino secundário em Sergipe, propõe-lhe a idéia de fundar um ginásio, no mesmo prédio onde funcionava o seminário.
Apesar de estar autorizado a funcionar desde 7 de dezembro e registrado no MEC sob o nº 3125, o Ginásio Diocesano só começa a funcionar no dia 1º de março de 1960. O sonho torna-se realidade: o Ginásio Diocesano 'S.Coração de Jesus' inicia suas atividades na Praça Camerino, 181, em Aracaju, atendendo apenas a alunos do sexo masculino.
Vendo o pequeno colégio crescer numa sede que não tinha condições de se expandir, ele consegue recursos da Alemanha e inicia uma grande reforma no velho prédio do Seminário. No dia 16 de outubro de 1966 ele inaugura o novo bloco de dois andares, com saída para a rua Senador Rollemberg. No térreo e no 1º andar constam sete salas de aula e no 2º andar, o dormitório dos seminaristas. No dia seguinte, o Colégio Arquidiocesano é transferido da Praça Camerino, passando a funcionar na rua Dom José Tomaz, 194, onde está até hoje.
Em 1968 o padre é nomeado Conselheiro do Conselho Estadual de Educação pelo governador do Estado, Lourival Baptista. No ano seguinte mais uma conquista. É eleito presidente da Associação Católica de Sergipe. Em meados de 1975 é nomeado Cônego Catedrático do Cabido Metropolitano da Arquidiocese de Aracaju, pelo arcebispo de Aracaju, Dom Luciano José Cabral Duarte.
O cônego Carvalho teve uma parte de seu trabalho reconhecida nacionalmente em 1998, quando foi nomeado membro titular da Academia Brasileira de Arte, Cultura e História de São Paulo. E em 2002, sua denominação muda de novo. É nomeado monsenhor pelo Papa João Paulo II, por solicitação de Dom José Palmeira Lessa, Arcebispo de Aracaju.
No dia 14 de novembro de 2006 lançou seu primeiro livro, intitulado 'Presença Participativa da Igreja Católica na História dos 150 anos de Aracaju'.
quarta-feira, 23 de maio de 2012
segunda-feira, 21 de maio de 2012
sábado, 19 de maio de 2012
CAMPANHA SOS. SERTÃO - “Dai-lhes mesmos de comer” (Mc 6, 37)
sexta-feira, 18 de maio de 2012
Padres por favor divulguem nas Paróquias, sobretudo nas Missas do Domingo.
CAMPANHA SOS. SERTÃO“Dai-lhes mesmos de comer” (Mc 6, 37)
OBJETIVO: Amenizar a fomeque recai sobre os sertanejos dos vários municípios de nosso Estado.
ENTIDADES: ARQUIDIOCESE, ADCE, FE-COMERCIO, SESC, SENAC, ROTARY CLUB, RÁDIO CULTURA, ADAS, ASES, TV SERGIPE, TV ATALAIA, ENERGISA, BANCO DO
BRASIL, BANESE CDLs, DIOCESE DE ESTÂNCIA E DIOCESE DE PROPRIÁ E
ASSOCIAÇÃO COMERCIAL, ASSOCIAÇÃO DO COMÉRCIO, FORUM EMPRESARIAL, DEFESA
CIVIL, CONAL, COOPERTALSE, LYONS CLUB, HAPVIDA E OUTROS.
1. PROPOSTADE PRODUTOS:
CESTA BÁSCIA, CONTENDO: FARINHA DE MILHO, ARROZ, FEIJÃO, FARINHA DE
MANDIOCA, CAFÉ, AÇÚCAR,MACARRÃO, BISCOITO CREAM CRACKER, ÓLEODE SOJA E
SARDINHA EM LATA. ÁGUA;
2. LOGÍSTICA:
2. LOGÍSTICA:
2.1. PONTOS DE ARRRECADAÇÃO;
2.2. PONOS DE ENTREGA: SALÕES PAROQUIAIS, SEDES PAROQUIAIS, NUNES PEIXOTO (ITABAIANA E GLÓRIA, REDE PEIXOTO) E OUTROS; AGENCIASBANCÁRIAS; CDL etc.
2.3. TRANSPORTES;
2.4. FISCALIZAÇÃO/ACOMPANHAMENTO (PARÓQUIASE LÍDERANÇAS PASTORAIS E COMUNITÁRIAS - DA PARÓQUIA - DEFESA CIVIL/POLÍCIA;
2.5. Em cada missa, o padre
deverá anunciar acampanha. Em cada estabelecimento comercial, o sistema
de som a visando aosclientes sobre a campanha.
3. MODO DE DISTRIBUIÇÃO: EMCADA
MUNICÍPIO ATINGIDO PELA SECA, A PARÓQUIA CADASTRA AS FAMÍLIAS
REALMENTECARENTES, PREFERENCIALMENTE QUEM NÃO TEM RENDA OU
APOSENTADORIA. EXIGE-SE O NºDO RG E A SUA APRESENTAÇÃO, NO ATO DA
DISTRIBUIÇÃO, PARA QUE NÃO SE BURLE APROPOSTA.
4. META: ATINGIRMOS O MÁXIMO DE PESSOAS FLAGELADAS ENQUANTO PERDURAR A ESTIAGEM.
5. PEDIMOS À COORDENAÇÃO DE
PASTORAL DA ARQUIDIOCESE PARA RECRUTAR OS INTEGRANTES DO TERÇO DOS
HOMEMS, DOS CURSILHOS E DO ECC, ALÉM DOS JOVENS, PARA OPERACIONALIZAR A
EMBALAGEM DE CESTAS QUE NÃO VIEREM PADRONIZADAS, NOS DIAS 24 E 25 DE
MAIO.
“VOCÊ FAZ A DIFERENÇA! SEJA SOLIDÁRIO E PARTICIPATIVO”
Cidades da Arquidiocese de Aracaju
Nossa Senhora Aparecida / Se
São Miguel do Aleixo / Se
Feira Nova / Se
Frei Paulo / Se
Pinhão / Se
Carira / Se
Pedra Mole / Se
Cidades da Arquidiocese de Aracaju
Nossa Senhora Aparecida / Se
São Miguel do Aleixo / Se
Feira Nova / Se
Frei Paulo / Se
Pinhão / Se
Carira / Se
Pedra Mole / Se
CAMPANHA SOS SERTÃO - 2012
Arquidiocese,
Diocese de Estância, Diocese de Propriá, CDL, Fe comercio, Lyons club,
Rotary club, ASES, ADAS, CONAL, ADCE, Banco do Brasil, Banese, Defesa
Civil, Coopertalse, Hapvida, TV Atalaia, TV Sergipe, Rádio Cultura,
Associação Comercial, Associação do comércio, grupo Peixoto e outros
Assistido (a)_______________________________________________RG nº_______________
Endereço____________________________________________________________________
Apelido:________________Comunidade__________________ Município_________________
Agente cadastral_______________________ data ___/___/_____ Senha _________________
sexta-feira, 11 de maio de 2012
A IGREJA VIVE DA EUCARISTIA – IV
No quarto capítulo,
quando se fala sobre a Eucaristia e a comunhão eclesial, vale lembrar
que enquanto durar sua peregrinação na terra, a Igreja é chamada a
conservar e promover tanto a comunhão com a Trindade divina como a
comunhão entre os fiéis. Para isso, possui a Palavra e os sacramentos,
sobretudo a Eucaristia. Não foi sem razão que o termo comunhão se tornou
um dos nomes específicos deste sacramento excelso.
É conveniente cultivar continuamente na alma o desejo do sacramento da Eucaristia. Escrevia S. Teresa de Jesus: “Quando não comungais e não participais na Missa, comungai espiritualmente, porque é muito vantajoso. [...] Deste modo, imprime-se em vós muito do amor de nosso Senhor”.
O sacramento exprime esse vínculo de comunhão quer na dimensão invisível que em Cristo, pela ação do Espírito Santo, une todos ao Pai e entre si, quer na dimensão visível que implica a comunhão com a doutrina dos Apóstolos, os sacramentos e a ordem hierárquica. A relação íntima entre os elementos invisíveis e os elementos visíveis da comunhão eclesial é constitutiva da Igreja enquanto sacramento de salvação.
A integridade dos vínculos invisíveis é um dever moral concreto do cristão que queira participar plenamente na Eucaristia, comungando o corpo e o sangue de Cristo. Um tal dever, recorda-o Paulo com a advertência: “Examine-se cada qual a si mesmo e, então, coma desse pão e beba desse cálice” (1 Cor 11, 28). S. João Crisóstomo assim exortava os fiéis: “Também eu peço e esconjuro para não vos abeirardes desta mesa sagrada com uma consciência manchada e corrompida. De fato, uma tal aproximação nunca poderá chamar-se comunhão…”.
O Catecismo da Igreja Católica estabelece que “aquele que tiver consciência dum pecado grave deve receber o sacramento da Reconciliação antes de se aproximar da Comunhão”. Vale também advertência do apóstolo Paulo, ao afirmar que, para uma digna recepção da Eucaristia, “se deve fazer antes a confissão dos pecados, quando alguém está consciente de pecado mortal”.
Tratando-se de uma avaliação de consciência, obviamente o juízo sobre o estado de graça compete apenas ao interessado; mas, em casos de comportamento externo de forma grave, ostensiva e duradoura contrário à norma moral, a Igreja, na sua solicitude pastoral pela boa ordem comunitária e pelo respeito do sacramento, não pode deixar de sentir-se chamada em causa. A esta situação de manifesta infração moral se refere a norma do Código de Direito Canônico relativa à não admissão à comunhão eucarística de quantos “obstinadamente perseverem em pecado grave manifesto”.
A Eucaristia exige para ser celebrada um contexto de integridade dos laços, inclusive externos, de comunhão. Não é possível dar a comunhão a uma pessoa que não esteja batizada ou que rejeite a verdade integral de fé sobre o mistério eucarístico.
“O sacrifício eucarístico, embora se celebre sempre numa comunidade particular, nunca é uma celebração apenas dessa comunidade: de fato, esta, ao receber a presença eucarística do Senhor, recebe o dom integral da salvação e manifesta-se assim, apesar da sua configuração particular que continua visível, como imagem e verdadeira presença da Igreja una, santa, católica e apostólica”. Daí que uma comunidade verdadeiramente eucarística não possa fechar-se em si mesma, como se fosse auto-suficiente, mas deve permanecer em sintonia com todas as outras comunidades católicas.
Participar na Missa é uma obrigação dos fiéis, a não ser que tenham um impedimento grave. A Eucaristia dominical “é o lugar privilegiado, onde a comunhão é constantemente anunciada e fomentada. (…)”.
A comunhão eclesial da assembléia eucarística é comunhão com o próprio Bispo e com o Romano Pontífice. A Eucaristia cria comunhão e educa para a comunhão. A unidade da Igreja comporta a exigência imprescindível duma completa comunhão nos laços da profissão de fé, dos sacramentos e do governo eclesiástico: não é possível concelebrar a liturgia eucarística enquanto não for restabelecida a integridade de tais laços.
Se não é legítima em caso algum a concelebração quando falta a plena comunhão, o mesmo não acontece relativamente à administração da Eucaristia, em circunstâncias especiais, a indivíduos pertencentes a Igrejas ou Comunidades eclesiais que não estão em plena comunhão com a Igreja Católica.
(continua na próxima semana)
É conveniente cultivar continuamente na alma o desejo do sacramento da Eucaristia. Escrevia S. Teresa de Jesus: “Quando não comungais e não participais na Missa, comungai espiritualmente, porque é muito vantajoso. [...] Deste modo, imprime-se em vós muito do amor de nosso Senhor”.
O sacramento exprime esse vínculo de comunhão quer na dimensão invisível que em Cristo, pela ação do Espírito Santo, une todos ao Pai e entre si, quer na dimensão visível que implica a comunhão com a doutrina dos Apóstolos, os sacramentos e a ordem hierárquica. A relação íntima entre os elementos invisíveis e os elementos visíveis da comunhão eclesial é constitutiva da Igreja enquanto sacramento de salvação.
A integridade dos vínculos invisíveis é um dever moral concreto do cristão que queira participar plenamente na Eucaristia, comungando o corpo e o sangue de Cristo. Um tal dever, recorda-o Paulo com a advertência: “Examine-se cada qual a si mesmo e, então, coma desse pão e beba desse cálice” (1 Cor 11, 28). S. João Crisóstomo assim exortava os fiéis: “Também eu peço e esconjuro para não vos abeirardes desta mesa sagrada com uma consciência manchada e corrompida. De fato, uma tal aproximação nunca poderá chamar-se comunhão…”.
O Catecismo da Igreja Católica estabelece que “aquele que tiver consciência dum pecado grave deve receber o sacramento da Reconciliação antes de se aproximar da Comunhão”. Vale também advertência do apóstolo Paulo, ao afirmar que, para uma digna recepção da Eucaristia, “se deve fazer antes a confissão dos pecados, quando alguém está consciente de pecado mortal”.
Tratando-se de uma avaliação de consciência, obviamente o juízo sobre o estado de graça compete apenas ao interessado; mas, em casos de comportamento externo de forma grave, ostensiva e duradoura contrário à norma moral, a Igreja, na sua solicitude pastoral pela boa ordem comunitária e pelo respeito do sacramento, não pode deixar de sentir-se chamada em causa. A esta situação de manifesta infração moral se refere a norma do Código de Direito Canônico relativa à não admissão à comunhão eucarística de quantos “obstinadamente perseverem em pecado grave manifesto”.
A Eucaristia exige para ser celebrada um contexto de integridade dos laços, inclusive externos, de comunhão. Não é possível dar a comunhão a uma pessoa que não esteja batizada ou que rejeite a verdade integral de fé sobre o mistério eucarístico.
“O sacrifício eucarístico, embora se celebre sempre numa comunidade particular, nunca é uma celebração apenas dessa comunidade: de fato, esta, ao receber a presença eucarística do Senhor, recebe o dom integral da salvação e manifesta-se assim, apesar da sua configuração particular que continua visível, como imagem e verdadeira presença da Igreja una, santa, católica e apostólica”. Daí que uma comunidade verdadeiramente eucarística não possa fechar-se em si mesma, como se fosse auto-suficiente, mas deve permanecer em sintonia com todas as outras comunidades católicas.
Participar na Missa é uma obrigação dos fiéis, a não ser que tenham um impedimento grave. A Eucaristia dominical “é o lugar privilegiado, onde a comunhão é constantemente anunciada e fomentada. (…)”.
A comunhão eclesial da assembléia eucarística é comunhão com o próprio Bispo e com o Romano Pontífice. A Eucaristia cria comunhão e educa para a comunhão. A unidade da Igreja comporta a exigência imprescindível duma completa comunhão nos laços da profissão de fé, dos sacramentos e do governo eclesiástico: não é possível concelebrar a liturgia eucarística enquanto não for restabelecida a integridade de tais laços.
Se não é legítima em caso algum a concelebração quando falta a plena comunhão, o mesmo não acontece relativamente à administração da Eucaristia, em circunstâncias especiais, a indivíduos pertencentes a Igrejas ou Comunidades eclesiais que não estão em plena comunhão com a Igreja Católica.
(continua na próxima semana)
Síntese: Rafael Uliano
http://rafaeluliano.wordpress.com
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